Práticas de Linguagem
Eixos na BNCC – Língua Portuguesa
Eixo da
Oralidade
compreende as práticas de linguagem que ocorrem em situação oral com
ou sem contato face a face.Alguns exemplos -
Passar um recado, Brincadeiras como trava-língua, Brinquedos cantados,
Imitação , Declamação de poema com ou sem efeitos sonoros, Contação de história
(A história do Meu nome), Mensagem gravada, Debate etc.
Envolve também a oralização de textos em situações socialmente
significativas e interações e discussões envolvendo temáticas e outras
dimensões linguísticas do trabalho nos diferentes campos de atuação.
Eixo
Leitura
compreende as práticas de linguagem que decorrem da interação ativa do
leitor/escritor /ouvinte - espectador com os textos escritos, orais e
multissemióticos e de sua interpretação.
Alguns exemplos: trabalho com projetos de leitura, Roda de leitura, Leitura de receita para confecção de um
brinquedo, massinha, Leitura em jogos de tabuleiro com enigmas...Leitura para
realizar uma experiência em Ciências...Leitura sobre tema para debate etc.
Leitura não apenas de um texto escrito: imagens estáticas (foto,
pintura, desenho, esquema, gráfico, diagrama) ou em movimento (filmes, vídeos
etc.) e ao som (música), que acompanha e cossignifica (signifca junto) em muitos
gêneros digitais.
Eixo da Produção de Textos
compreende as práticas de
linguagem relacionadas à interação e à autoria (individual ou coletiva) do
texto escrito, oral e multissemiótico, com diferentes finalidades e projetos
enunciativos. Alguns exemplos: Construir um álbum de
personagens famosas, Produzir um almanaque que retrate as práticas culturais da
comunidade, Escrever sua história, Escrever a História do seu nome, Escrever no
quadro de avisos, Construir bilhetes coletivos etc.
Por meio de situações efetivas de produção de textos
pertencentes a gêneros que circulam nos diversos campos de atividade humana.
Eixo da Análise Linguística/Semiótica
Na BNCC, essa prática de linguagem abrange mais do que estudar as regras
e normas morfossintáticas, semânticas e ortográficas. O mais importante é que
os alunos desenvolvam um olhar analítico e integrado. Isso fará com que eles
consigam refletir sobre as normas padrão, o funcionamento da língua e o sistema
de escrita alfabética. Compreender plenamente as mensagens transmitidas nos
textos, sem ruídos. Afinal, as normas gramaticais e de conjugação verbal servem
para ampliar as possibilidades de uso da língua. Elas estão contextualizadas na
leitura e na produção de textos, tanto orais como escritos. Com isso, a análise
abraça a relação entre textos e imagens em memes, games, vídeos etc. As normas
também ajudam quando os alunos querem expressar seus pensamentos e
conhecimentos.
Alfabetização
Pesquisas sobre a
construção da língua escrita pela criança mostram que, nesse processo, é
preciso:
- diferenciar desenhos/grafismos
(símbolos) de grafemas/letras (signos);
- desenvolver a capacidade de
reconhecimento global de palavras (que chamamos de leitura “incidental”,
como é o caso da leitura de logomarcas em rótulos), que será depois
responsável pela fluência na leitura;
- construir o conhecimento do alfabeto
da língua em questão;
- perceber quais sons se deve
representar na escrita e como;
- construir a relação fonema-grafema: a
percepção de que as letras estão representando certos sons da fala em
contextos precisos;
- perceber a sílaba em sua variedade
como contexto fonológico desta representação;
- até, finalmente, compreender o modo
de relação entre fonemas e grafemas, em uma língua específica.
CAMPOS DE ATUAÇÃO PARA AS PRÁTICAS DE
LINGUAGEM
Outra categoria
organizadora do currículo que se articula com as práticas são os campos de
atuação em que essas práticas se realizam. Assim, na BNCC, a organização das
práticas de linguagem (leitura de textos, produção de textos, oralidade e análise
linguística/semiótica) por campos de atuação aponta para a importância da
contextualização do conhecimento escolar.
Os campos de atuação
orientam a seleção de gêneros, práticas, atividades e procedimentos em cada um
deles. Diferentes recortes são possíveis quando se pensa em campos.
CAMPO DA VIDA COTIDIANA – Campo de atuação relativo à participação em situações de leitura,
próprias de atividades vivenciadas cotidianamente por crianças, adolescentes,
jovens e adultos, no espaço doméstico e familiar, escolar, cultural e
profissional. Alguns gêneros textuais deste campo: agendas, listas, bilhetes,
recados, avisos, convites, cartas, cardápios, diários, receitas, regras de
jogos e brincadeiras.
EXEMPLOS: PRÁTICA DE
LINGUAGEM Leitura/escuta (compartilhada
e autônoma)
OBJETO DE CONHECIMENTO
Leitura de imagens em narrativas visuais
CAMPO ARTÍSTICO-LITERÁRIO – Campo de atuação relativo à participação em situações de leitura,
fruição e produção de textos literários e artísticos, representativos da
diversidade cultural e linguística, que favoreçam experiências estéticas.
Alguns gêneros deste campo: lendas, mitos, fábulas, contos, crônicas, canção,
poemas, poemas visuais, cordéis, quadrinhos, tirinhas, charge/ cartum, dentre
outros.
EXEMPLOS:
PRÁTICA DE LINGUAGEM Leitura/escuta (compartilhada e autônoma)
OBJETO DE CONHECIMENTO
Formação do leitor literário Leitura colaborativa e autônoma Apreciação
estética/Estilo Formação do leitor literário/Leitura multissemiótica
PRATICA DE LINGUAGEM Oralidade
OBJETO DE CONHECIMENTO Contagem de histórias
CAMPO DA VIDA PÚBLICA – Campo de atuação relativo à participação em situações de leitura e
escrita, especialmente de textos das esferas jornalística, publicitária,
política, jurídica e reivindicatória, contemplando temas que impactam a
cidadania e o exercício de direitos. Alguns gêneros textuais deste campo:
notas; álbuns noticiosos; notícias; reportagens; cartas do leitor (revista
infantil); comentários em sites para criança; textos de campanhas de
conscientização; Estatuto da Criança e do Adolescente; abaixo-assinados; cartas
de reclamação, regras e regulamentos
CAMPO DAS PRÁTICAS DE ESTUDO E PESQUISA – Campo de atuação relativo à
participação em situações de leitura/escrita que possibilitem conhecer os
textos expositivos e argumentativos, a linguagem e as práticas relacionadas ao
estudo, à pesquisa e à divulgação científica, favorecendo a aprendizagem dentro
e fora da escola. Alguns gêneros deste campo em mídia impressa ou digital:
enunciados de tarefas escolares; relatos de experimentos; quadros; gráficos;
tabelas; infográficos; diagramas; entrevistas; notas de divulgação científica;
verbetes de enciclopédia.